Hoje, com lagrimas nos olhos, senti o que há muito tempo não surgia em mim. Medo. Medo de perder quem eu procurava. Medo de perder quem eu encontrei. Medo de perder a chance de ser feliz. Minhas lágrimas também representam vergonha, raiva, decepção. Todos esses sentimentos transbordando no meu peito. Tenho vergonha de palavras que saíram pela minha boca, raiva da minha burrice, da minha infantilidade, decepção por eu não ser quem queria. É, realmente eu não consegui demonstrar o que sentia, não consegui expressar minhas lágrimas em códigos. Ah, se ele me entendesse e percebesse que o amor por ele já tava emergindo em mim. Tenho vergonha do que disse ao mar, acabei estragando tudo com minha criancice.
O sábio, lindo, encantador, agora não é mais meu . O mar fugiu de mim. Eu não queria, mas fui forçada a deixá-lo ir. Eu fui a causa de sua ida chorada. A despedida desceu rasgando minha garganta, ferindo meu coração e queimando, queimando, queimando tudo por dentro. A água salgada que pra mim já era doce, agora ta amarga. Palavras tentam, muitas vezes conseguem, muitas vezes não. Se um dia adoçaram, agora não adoçam mais. Mar, perdoa-me. Pode não ser agora, mas eu sou capaz de buscar a paciência dentro de mim, por você eu busco. Eu quero você, e você no futuro será meu. Toda a tua imensidão será minha, e eu me perderei em você, te amarei, me envolverei em tua grandeza, em tua beleza. Tudo será certo, tudo estará completo. Mar meu, eu tua.
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