terça-feira, 19 de abril de 2011

“Não me leve a mal, me leve com você.”


Porque sempre que eu ouço essa música me sinto maior. O espaço que há dentro de mim aumenta e a falta que você faz também. “Só não vá embora não, se eu adormecer. Não me leve a mal, me leve com você”. Pois é, pois é. Eu adormeci no teu colo, você afastou um pouco a minha cabeça e se foi. Se foi pra longe. Se foi sozinho. Poderia ter ido por completo, mas não se foi da cama, da rede, do travesseiro, do copo, da maçaneta-da-porta-do-meu-quarto, da minha boca, do meu espelho, de mim. Você ainda está aqui, porque não se foi daqui também? Pra me fazer sofrer mais ainda? Ou só pra garantir que deixou alguém te amando aqui? Pooois é, meu querido amor. Você é encantador e apaixonante. E um cachorro burro também. Foi embora para os braços de outra, achando que ela é melhor do que eu. Talvez seja, talvez ela faça tudo o que você pedir, talvez ela te beije quando você quiser, faça o que e quando você quiser. Talvez ela esqueça a família e os amigos e entregue a vida a você. Acho que alguém pode amar a esse ponto. Ou ser louca a esse ponto. Talvez assim ela te faça feliz. Talvez do meu jeito você não fosse feliz. Ou talvez a culpa seja mesmo minha, porque eu preferi o MEU jeito, ao NOSSO jeito. O “nosso” nem chegou a existir. Talvez eu seja mesmo a culpada por estar aqui, triste e sem você. Talvez.

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