domingo, 3 de abril de 2011

Tequila!



Olhando para tantas outras pessoas neste bar de gente-que-não-sabe-amar, eu me pergunto o motivo pelo qual estou vestida desse jeito toda-linda, esperando alguém que eu sei que não vai aparecer, olhando para aqueles casais que fingem se amar loucamente, para chegar em casa e brigar mais uma vez pelos-motivos-de-sempre. 
Não sei a resposta. Ou melhor, sei sim. Foi simplesmente pelo fato de eu ter dispensado o-melhor-cara-que-me-apareceu-nos-últimos-tempos só por que ele me parecia estranhamente despreocupado, inteligente, lindo e solteiro. Convenhamos que isto é demais para mim. Ninguém  com essas qualidades e em sã consciência se sentiria atraído por uma mulher tão normalzinha quanto eu. Me martirizei tanto por tanto dias só de pensar em ter perdido um chance daquelas de amar, e veja só quem aparece justamente onde estou só para estraçalhar meu coração: aquele "príncipe encantado". Com uma aliança maior que o pneu de um caminhão no dedo da mão esquerda, e com a mão direita agarrada na cintura de uma loira com a bunda mais empinada que a minha. Desviei o olhar e briguei com uma puta lágrima que queria descer. Quer saber? Mudei de ideia, mudei de sensação. Só me restou falar uma coisa:
- Garçom, mais TEQUILA!
No fim da noite eu fiquei trêbada de tanto ingerir tequila, mas pelo menos chamei a atenção daquele idiota que me acompanhou com o olhar o tempo todo. 

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