E lá vai mais uma vez aquela burra montar a barraca num lugar mais incerto ainda que da última queda. Quem sabe de tanto insistir, ela acabe achando um lugar seguro. Ou morra desmoronando. Mais uma vez ela anda com aquele peso todo nas costas como um louca, tentando fazer com que toda essa dor acabe se transformando em amor. Quem sabe depois de cavar bastante, conhecer o terreno, fazer alguns ajustes e se adequar ao local, ela consiga fincar raízes pelo menos desta vez. Coitada dela, faz pena ver tantas tentativas em vão, tantas felicidades momentâneas, e essa tristeza que nunca se vai para sempre. Coitado dele, que demora tanto pra enxergá-la.

Nenhum comentário:
Postar um comentário